terça-feira, 2 de julho de 2013

Adeus, você.

sobre
vivemos o hoje, encarcerados na falsa esperança do amanhã.

sobre
vivemos desvairados, passando por cima do único respiro de vida latente: o agora.

sobre
vivemos ausentes, na espera de coisa alguma, atropelando, em uma inércia inconsciente, nosso maior regalo, nosso esquecido presente...

presente passado no futuro é futuro presente no passado: arrependimentos e memórias...

pensou faça
desejou viva
ou aceite, no tal futuro sequestrado, passar a viver de passado.

A partir de hoje, meus agoras serão memórias. Obrigada por tudo, Abuelito.